
Minha programação com visitas às escolas foi alterada devido à dificuldade que encontrei em discutir, expor e trocar ideias sobre o processo de criação literária, entendimento sobre o autor e a obra para um público grande, e que ainda não havia tido acesso à obra. Compreendendo que os diretores entusiasmados queriam concentrar em espaços relativamente pequenos todos seus alunos, a fim de que toda a escola participasse do esperado momento, resolvi, a partir das próximas visitas, conhecer o espaço e público primeiro. Bem, só com artimanha de professor é que pude me adaptar às inesperadas situações, sabendo que para cada leitor (faixa etária) uma estratégia diferente de leitura. Uma forma diferente de iniciar a história.

Fui muito bem recebida pela
coordenadora pedagógica Rosimeire Tenório e a vice-diretora Martiliana Assis de
Gusmão, da Escola Major Bonifácio, no Bebedouro, que não mediram tempo
disponibilizando na arrumação do espaço para o que eu propunha a fazer.

E realmente foi fascinante,
apesar de não ter algumas escolas estrutura e equipamentos disponíveis eu
disponibilizei do meu material a fim de que efetivasse um momento tão
importante para o autor e leitor no olhar sobre a obra.

Pelo menos eles demonstraram
entender o que é mais importante no processo de construção de suas identidades,
como desenvolver laços afetivos, no enfrentamento das perdas, na reedição as
dores do passado e transformação de um presente cheio de sonhos e alegria.
“Amor, alegria, perda, saudade,
encontro, afeto, carinho, dor, família, amizade e superação” foram palavras decifradas pelos alunos do 5º
ano A e C, ao longo da leitura que fizeram do livro.
Muito atentos, perceberam
fortemente que tanto o universo material do livro impresso quanto o virtual do
digital despertaram neles uma cadeia interativa totalmente preenchida de emoção
que, com certeza, será muito difícil de esquecer.